quarta-feira, agosto 15, 2012

Razão no. 3 - Estação Cultural


Quando descrevemos uma cidade, talvez não haja nada mais pitoresco e romântico do que as cenas ao redor da estação ferroviária. Nos filmes, nos livros, nas canções, muitos amores nascem e morrem ali. Muitas estórias de começo e final são encenadas tendo como pano de fundo as estações de trem, e muitas cidades também tiveram seu princípio e fim no mesmo fluxo das idas e vindas dos cavalos de ferro.

É como se o coração da cidade pulsasse ao ritmo do xique-xique dos trens. Sim, é coisa do passado, quase esquecida...

Ver atualização em 04 de maio de 2019 (abaixo)
Ver atualização em 14 de julho de 2019 (abaixo)


Mesmo fora de uso, os trilhos ajudam a compor a pitoresca paisagem (Foto: Bete Padoveze - Julho 2007) 

Mas nem todas as cidades se esqueceram da importância das velhas gares e seus ramais. Muita gente luta pela preservação da memória dos fatos, base da história do ser humano. SBO também está fazendo a sua parte através da revitalização do belo conjunto da Estação Cultural.

A antiga estação ferroviária central de Santa Bárbara d'Oeste, inaugurada em 14 de julho de 1917, teve a sua última viagem de passageiros em 20 de fevereiro de 1977 e a ferrovia passou a ser utilizada para transporte de cargas até ser desativada em 1995, já que o transporte rodoviário passou a ser considerado mais viável. Até 1971 pertenceu à Companhia Paulista de Estradas de Ferro e a partir de então e até a sua desativação passou a pertencer à Fepasa Ferrovia Paulista S.A.

Em 20 de fevereiro de 1988, a Prefeitura Municipal de Santa Bárbara d'Oeste passou a utilizar o espaço da estação ferroviária como a rodoviária do município, que permaneceu em funcionamento até setembro de 1999.

Em 05 de abril de 2005 a Fundação Romi assumiu o espaço e assinou o Contrato de Cessão de Uso da Estação Ferroviária de Santa Bárbara d’Oeste junto à Rede Ferroviária Federal S/A.
A estação em 1940 (foto do acervo da Fundação Romi)
A Estação Cultural em 2012 (Foto: Bete Padoveze - Maio 2012)
Assim como muitos outros terminais rodoviários no Brasil, passou por períodos de abandono e por diferentes tipos de utilização. Na década de 90 serviu como terminal rodoviário e, posteriormente, como palco para a realização de shows, abrigando a Casa da Cultura do município em 2003.

A estação em 1980 (Foto de José Pinto Siqueira Jr., editada e emoldurada)
Hoje, no antigo prédio, funciona um Memorial da extinta ferrovia, a chamada Estação Cultural, reunindo acervos de peças de antigas estações ferroviárias, sendo mantido por convênio entre a Fundação Romi e a União, por meio da Lei Rouanet.
Como nos velhos tempos, o nome da cidade está em destaque (Foto: Bete Padoveze - Maio 2012)
Em 14 de dezembro de 2007, o Projeto de Revitalização da antiga estação ferroviária foi concluído e a cidade passou a contar com um espaço de cultura e convivência - a Estação Cultural, um conjunto do Armazém e da antiga Estação Ferroviária revitalizados e um novo prédio, construído do outro lado da linha férrea, onde fica hoje o Café Estação, todos interligados por uma ampla e moderna cobertura central.

No andar superior do Café Estação também acontecem os ensaios abertos do projeto Ninho Musical (Foto: Bete Padoveze - Maio 2012)
O antigo prédio do armazém datado de 1917 deu origem a um auditório de 200 lugares, com palco e mezzanino, destinado a projeção de filmes, apresentações e oficinas artísticas.
Show do Mazinho Quevedo na Virada Cultural Paulista em maio 2011 (Foto: Bete Padoveze)
O prédio da estação propriamente dita - outrora usado para venda de passagens, embarque e desembarque de passageiros -  aloja uma coleção de peças das antigas estações ferroviárias, Cia. Paulista, Mogiana e Sorocabana. Além das peças, coleções de livros, revistas e gravações em DVD sobre as ferrovias no Brasil encontram-se à disposição para pesquisas.

Foto: Bete Padoveze - Maio 2012
Em julho deste ano a Estação recebeu mais uma peça restaurada e oriunda da estação do Caiubi, demolida na década de 0 - um cano de abastecimento de água das antigas locomotivas a vapor (Foto extraída do SBnoticias)
O conjunto todo permite um grande número de atividades internas e externas, seja de dia ou ao cair da noite.

Encontro de Romisettas (Foto: Bete Padoveze - Junho 2010)

Lançamento do livro do professor José Carlos Duarte Pereira, o Zé Mortadela (Novembro 2011) 

Os ipês ajudam a emoldurar o cenário (Foto: Bete Padoveze - Julho 2007) 

Foto: Bete Padoveze - Maio 2012
A Estação Cultural de Santa Bárbara traz, de forma renovada, a memória de parte de nosso passado  ao mesmo tempo que proporciona opções para o presente cultural do município. É como um lembrete....

...de que o tempo transforma, mas não apaga

     ...de que o antigo cede lugar, mas não anula a sua importância

         ...de que passado e presente podem coexistir na formação da memória futura!

Atualização em 04 de maio de 2019 - Estação Cultural em noite de Rockabilly






Atualização em 14 de julho de 2019 - Reinauguração da Estação Cultural 
Fotos: Bete Padoveze - 14/07/19

12 anos após a sua inauguração, a Fundação Romi entregou a mais recente revitalização da Estação Cultural, incluindo o reaparelhamento e modernização do Memorial da Ferrovia, com um projeto expográfico trazendo uma narrativa fluida da estação desde a chegada do terminal ferroviário.  
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Vainer Penatti, superintendente da Fundação Romi, e Evandro Félix Carneiro, Secretário de Cultura e Turismo de SBO, na abertura do evento



Foto de José Leme, que trabalhou na Estação Ferroviária desde 1926 até se aposentar em 1957



 A Orquestra Filarmônica Maestro Paulo Bellan trouxe momentos de música maravilhosa ao público que foi à feira livre, à Feira Artesanal e à reinauguração da Estação Cultural

Das casas pertencentes ao antigo complexo ferroviário, atualmente uma é ocupada pelo Circolo Italiano e a outra pela Fraternidade Descendência Americana - FDA.


Endereço da Estação Cultural: Av. Tiradentes, 2 - Centro - Santa Bárbara d'Oeste-SP

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